Denúncia, internação em manicômio e suspeitas na UFRN

Recebi realese agora há pouco da jornalista Adriana Amorim, com quem trabalhei no Diário de Natal e na Revista Deguste. Parece que a confusão tá grande na UFRN. Eis o que ela relata:
Por Adriana Amorim
A Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está sendo ocupada desde essa terça-feira, 30 de outubro de 2012 por um grupo de manifestantes. Motivo: a “descoberta” de um contrato de R$ 25 milhões com a empresa de segurança particular Garra Vigilância, que circula armada pelo Campus Central, em Natal, e que atirou contra estudantes em episódio recente (http://www.diariodenatal.com.br/2012/10/02/cidades1_0.php). 
 
Cerca de 35 pessoas, entre estudantes, anarquistas, independentes e partidários, se juntam ao mestrando que descobriu esse contrato e vinha insistindo junto à Reitoria e à Ouvidoria daquela instituição federal de ensino por justificativas plausíveis e também para que revogassem imediatamente tal contrato. 
 
Inesperadamente e de forma bastante duvidosa, o mestrando foi internado essa semana no Hospital Psiquiátrico João Machado e posteriormente transferido para a Casa de Saúde Natal, supostamente como forma de represália às denúncias que ele vinha fazendo contra a UFRN. Leia mais: http://www.cartapotiguar.com.br/2012/10/31/estudantes-ocupam-a-reitoria-em-protesto-contra-internacao-involuntaria-de-aluno/
 
A mãe negou que a UFRN tivesse qualquer participação, em entrevista a O Jornal de Hoje (http://jornaldehoje.com.br/mae-de-universitario-internado-nega-intervencao-da-ufrn/), mas é provável que ela esteja sendo coagida a isso, visto que os estudantes gravaram um vídeo em que a reitora da UFRN, Ângela Paiva, afirma que o pedido de internação partiu da instituição, e não da mãe do rapaz. 
 
Fontes afirmaram ainda que a UFRN teria procurado a mãe do estudante alegando envolvimento com drogas e loucura, sendo necessária sua imediata internação. 
 
Como forma de debater essas questões e de abrir o diálogo entre ocupantes da reitoria, UFRN e sociedade, haverá uma reunião na manhã desta quinta-feira, 1 de novembro, a partir das 9h, no pátio da reitoria da UFRN.
 
Os manifestantes exigem respostas plausíveis acerca tanto da internação do estudante – exigindo sua saída imediata da Casa de Saúde Natal -, quanto do contrato milionário com a empresa que presta segurança privada na UFRN e sua plena revogação.

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