Com Dr Maurílio não tinha 8. Só 80.

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No aniversário de Dr. Maurílio, com Admilson, e o juiz Célio Maia.

No aniversário de Dr. Maurílio, com Admilson, e o juiz Célio Maia. (Foto – Canindé Soares).

Enquanto atuou, Dr. Maurílio Pinto foi ininterruptamente um combatente voraz contra os criminosos. Nunca foi 8. Sempre foi 80.

A dedicação que tinha à polícia era espantosa. Trabalhava sábado, domingo, feriado e – sua maior característica – atendia a todos que o procuravam em seu gabinete.

Maurílio ouvia com atenção, anotava tudo num papel e resolvia os casos. Alguns crimes precisavam ser investigados a fundo, levavam dias para serem solucionados. Outros eram resolvidos mais rapidamente.

Segundo consta, uma das estratégias mais interessantes no trabalho diário de Dr. Maurílio era a operação “Levanta da Cama”.

Infalível.

Pegava os bandidos no comecinho da manhã. Dia raiando. Frio da madrugada. Corpo ainda dormente do sono. Não dava tempo nem de reagir.

De manhã cedo, quando a imprensa chegava ao gabinete para saber as novidades do dia, o “xerife” já estava lá, com o suspeito encostado num canto da parede, cabisbaixo, réu confesso, e “o produto do roubo” exposto na mesa, para a apresentação oficial.

Alguns demoravam a contar a história toda. Mas a polícia, pelo menos a polícia de Dr. Maurílio Pinto, era temida naquele tempo e sabia ouvir e aplicar suas modernas técnicas de investigação.

Por Washington Rodrigues