
A revista Piauí está dizendo que a investigação do escândalo do INSS ganhou mais um capítulo inesperado no Supremo Tribunal Federal (STF). Depois da intervenção do ministro José Antonio Dias Toffoli, que havia se reconhecido relator do caso por “conexão” com outro inquérito sob sua alçada, o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, decidiu desfazer o nó.
Atendendo a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Barroso determinou que as investigações do INSS fossem submetidas a uma regra básica: a livre distribuição, por sorteio, entre os ministros do STF. O novo relator do caso, com isso, é André Mendonça.
A mudança tem peso. Até aqui, Toffoli vinha centralizando em seu gabinete todos os pedidos relacionados ao esquema bilionário de descontos associativos fraudulentos em aposentadorias e pensões do INSS. Essa concentração gerou incômodo na Polícia Federal e no Ministério Público, já que Toffoli havia assumido a relatoria por decisão sua, e não por sorteio, em meados de junho.
A troca de relatoria – de um ministro indicado pelo presidente Lula para outro indicado por Bolsonaro – é a segunda reviravolta nos desdobramentos políticos do escândalo do INSS.


