Veja aí o que estão falando da gente lá fora: “brasileirização”

Prefeitura de Mossó
Estão rindo de quê? Da gente?

A situação da economia brasileira representa o alerta mais importante para as grandes economias do mundo, disse a revista britânica The Economist em artigo publicado na quinta-feira (12).

A publicação diz que a relação de juros elevados e divida pública do Brasil oferece uma lição mais importante para o mundo do que a inflação argentina, a estagnação da Itália e os problemas comerciais do Reino Unido pós-Brexit.

A revista diz que, por um lado, o país apresenta dados aparentemente positivos, como um “crescimento econômico razoável, um banco central independente, um resultado primário quase equilibrado” e “uma dívida líquida alta para padrões de mercados emergentes mas baixa em comparação com países ricos”.

O problema, diz o texto, são os juros altos necessários para financiar a dívida. O resultado da Selic —a taxa básica de juros— em 15% ao ano é que “o governo provavelmente pegará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros”.

A publicação diz que fechar o déficit com austeridade é improvável e que autoridades do Ocidente deveriam se perguntar por que os juros são tão altos no Brasil.

A revista aponta uma combinação de fatores como resposta, citando a “fragilidade das instituições financeiras”, “o comportamento volátil da inflação” e a “trajetória sombria de longa data do orçamento federal”—com destaque para o gasto de 20% do PIB com aposentadorias.

A estimativa da revista The Economist é que, se não houver reformas, o governo brasileiro gastará mais com aposentadorias até 2050 do que países mais ricos e mais envelhecidos.

Para a revista, a situação fiscal brasileira serve de alerta para orçamentos do mundo rico, e que países já apresentam sintomas de uma “brasileirização” nesse sentido e devem se preocupar com isso.

Tá achando que é invenção minha? A notícia está na Folha de São Paulo

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