
Um estudo recém-publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas identificou mudanças significativas no perfil da mortalidade por câncer de cabeça e pescoço no Brasil ao longo de 44 anos. Embora a doença continue mais frequente entre homens, houve um crescimento preocupante de óbitos entre mulheres, pessoas pardas e moradores das regiões Norte e Nordeste, evidenciando desigualdades.
A pesquisa avaliou dados de 1980 a 2023, com base no SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, disponíveis por meio do DataSUS. A investigação revela que as disparidades socioeconômicas e geográficas são determinantes no desfecho da doença. Embora o Brasil tenha registrado avanços significativos no controle desse tipo de câncer entre homens brancos nas regiões Sul e Sudeste, o cenário é oposto para outros grupos: houve um aumento de mortes entre mulheres, pessoas pardas e populações no Norte e no Nordeste.
Folha de São Paulo


